Alentejo - Portugal
Durante o ano de 2005, viajei para ouvir as valsas furtivas plagiando com as fanfarras do vento savana. Visitei assiduamente Elvas, Monsaraz e a vila de Jorumenha.
Habituei-me a ver o “lastro” do Guadiana a serpentear o relevo da paisagem Alentejana.
Por todos os lugares por onde passei, reparei, que umas pessoas nasciam na indigência e outras na opulência.
- Ainda hoje não entendo… porque uns nascem sofrendo e outros desfrutam de todos os dotes físicos…
Estive com a população envelhecida onde todos trajam de luto. Todos se mexem e falam com vivacidade, como quem não pensa na idade…
O tempo deu-lhes o destino, serenidade, a esperança…e as oportunidades!...
O tempo ofereceu-lhes duas irrevocáveis razões…
Das palavras saem o amor, honestidade e humildade.
Das oportunidades. O auto estima, sonhos e êxitos e outras coisas que eles negaram.
A minha perspectiva viu e aprendeu, e deixou-me com metade do meu anterior tamanho. Costumo protestar em nome dos “anões” que tem metade de tudo dos homens altos.
Passo das analogias perturbantes à lucidez… e concentro-me num requinte estético individual. Fartei-me das cores cinzentas e de tudo mal dito e feito…
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