terça-feira, 1 de novembro de 2022

Alentejo - Portugal

   

Alentejo  - Portugal

Durante o ano de 2005, viajei para ouvir as valsas furtivas plagiando com as fanfarras do vento savana. Visitei assiduamente Elvas, Monsaraz e a vila de Jorumenha.

Habituei-me a ver o “lastro” do Guadiana a serpentear o relevo da paisagem Alentejana.
     Por todos os lugares por onde passei, reparei, que umas pessoas nasciam na indigência e outras na opulência.
   - Ainda hoje não entendo… porque uns nascem sofrendo e outros desfrutam de todos os dotes físicos…
     Estive com a população envelhecida onde todos trajam de luto. Todos se mexem e falam com vivacidade, como quem não pensa na idade…
O tempo deu-lhes o destino, serenidade, a esperança…e as oportunidades!...
     O tempo ofereceu-lhes duas irrevocáveis razões…
     Das palavras saem o amor, honestidade e humildade.
     Das oportunidades. O auto estima, sonhos e êxitos e outras coisas que eles negaram.

     A minha perspectiva viu e aprendeu, e deixou-me com metade do meu anterior tamanho. Costumo protestar em nome dos “anões” que tem metade de tudo dos homens altos.
     Passo das analogias perturbantes à lucidez… e concentro-me num requinte estético individual. Fartei-me das cores cinzentas e de tudo mal dito e feito…

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