O Castelo de Carcassonne
Um maremoto sensorial deixa-me sem controlo…
Ao atravessar uma porta flanqueada por dois torreões semicirculares, entro num cenário romântico e misterioso que me faz transportar de imediato para um sonho no tempo medieval. – “Estou sobre a arquitectura granítica irregular de muralhas coroadas por seteiras quadradas maciças com torres circulares.
“Passo por uma cantaria, ou seja, a porta de entrada. Subo por uma rocha escarpada como se fosse umas escadas… ao exterior de uma zona mais elevada, onde se ergue a uma torre de menagem. Movimento-me sobre o quadrante das suas muralhas, e deste terraço, o meu olhar de visitante perde-se a comunicar-se com uma paisagem dentro de um rio com duas margens que descem assegurando a minha passagem (…) “
“Começo a ter na memória a frequência do envolto das brumas matinais com um denso “nevoeiro nocturno” a esconder a cruz patesca, primitiva insígnia dos Templários. Surgem algumas batidas metálicas das armaduras e das espadas, a trupe e o relinchar dos cavalos com os gritos dos soldados.”
“Diante de uma janela aberta de uma torre encontro, duas formosas damas de nobre linhagem que me olhavam como duas lápides alusivas; pareciam estar enamoradas dos meus olhos: as pupilas dilatadas não deixavam de sorrir…!”

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