segunda-feira, 25 de março de 2013

ESTADOS UNIDOS DA AMERICA


                                     

     Fiz travessias Fascinante…
     Naveguei em longos lagos cercados de montanhas nevadas visitando diversos parques com a surpreendente variedade de fauna e de flora, onde o ruído do vento é constante e os céus são vastos e muito luminosos!
     Conheci cidades primárias, secundários e as terciárias. Os centros das cidades principais, e as de tamanho muito inferior, e os centros de todas as atenções. As arquitecturas modernas, e os centros históricos com edifícios antigos onde estavam instalados lojas, bancos e restaurantes. A partir deles, irradiam-se avenidas ao longo das quais se dispõem outros edifícios…
     A minha alma aconchegou-se com o rebuliço das ruas e das praças, com o brilho do glamour da cidade de Las Vegas Philadelphia, New Iorque e as demais…



  


Quanto às minhas viagens nem sempre foram boas. Acabei por ver o obsceno: violência, sofrimento, e gente a alimentar-se de tudo em lixeiras por este mundo fora.
Encontrei uma criança vertendo lágrimas pueris. Tomei-o pelas costas puxando-o com os meus braços metidos entre os dele. Chorava por ter-se dado por vencido, porque os seus pais tinham morrido. Senti o seu corpo leve e suave sacudido pelo susto com uns derradeiros soluços, até que sinto seu pulso de ferro a devolver-lhe as forças quando já estava cansado, voltou-se para mi com um sorriso, ainda com algumas lágrimas a caírem sobre ele




                                                Grand Canyon
                                                 (Arizona)

     Segui a mais famosa estrada americana perdida no tempo, a rota 66 que interliga o país entre locais distantes… que ficou na memória da minha vida. Levou-me ao cimo do Grand Canyon - a permanecer em terra firme explorando as profundidades ocultas da Terra
     A primeira impressão que o Grand Canyon causa o espanto, devido à grandiosidade do lugar e à sensação de um horizonte sem fim, tanto em distância como em profundidade.
     Descrevo Grand Canyon como uma falha no terreno, com formas estranhas, picos, rochedos e encostas de cores diferentes, a perspectiva que se perde ao longe numa extensão quatrocentos e quarenta quilómetros de comprimento, e quase dois mil metros de profundidade e de uma variada largura variando de duzentos metros a vinte sete quilómetros.
     O rio Colorado, o vento, a chuva e a erosão, são os grandes responsáveis pela moldagem das cordilheiras de pedra criadas por um fantástico ziguezague de corredeiras de água entre picos verticais que ao longo dos séculos se abriram pela força entre as rochas sedimentares. *
     Convivi com um homem de pele mestiça, com pouco mais de sem anos, com a alegada debilidade no corpo e muito forte de espirito.
Recordo que em 1981, que perante este ancião e das suas historias testemunhadas com toda a credibilidade por gente da sua tribo que de si descendia, que seria possivelmente um dos últimos sobreviventes das lutas do far-west. Quanto às minhas averiguações, este Sioux nasceu em 1881 – com pouca margem de erro – revendo-se a conformidade da idade de seus filhos, netos e bisnetos. Os trinetos tinham a minha idade.
*As rochas sedimentares são formadas a partir da pressão exercida sobre as partículas de sedimentos carregados e depositados pela acção do ar (vento), gelo ou água.

Tive experiências memoráveis a observar paisagens magníficas e serpenteantes do Parque Nacional de Yosemite, e o conhecimento dos segredos da história dos vestígios deixados pelos Navajos. Do  Monument Valley, tive a espantosa recordação de Grand Canyon, e a viajar com o caracter idóneo através das montanhas que previvem intactas á milhares de anos, com lagos, bosques habitados pela grande fauna norte americana: ursos, lobos, caribus, coiotes, alces, Linces e pumas  
Passei por corredores e junções entre povoações em quadrícula ou concêntricos… em subúrbios quase sempre irregulares; florestas que se localizavam em áreas densamente povoadas com vestígios preservados…

     De noite, quando me deitei no meu leito, foi como se abrisse uma mochila cheia de sonhos… a viajar pelas janelas do Mundo, sem saber se voltaria a casa, mas regressei sem nunca mais ser o mesmo.



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