Presenciei lúgubres acontecimentos,
profundos e dolorosos, como as do palco, com cenários e actores com o seu
guarda-roupa, que nos divertem ou emocionam. Que tanto no expõem à beleza como ao
perigo de qualquer natureza:
Em estradas por vias estreitas e
poeirentas onde a circulação é difícil de dia e arriscada de noite, sem
qualquer iluminação, eram lugares onde o vento cega e sufoca. Em alguns pontos,
a espessura do arvoredo cerrado, em plena treva, não deixava que qualquer
sombra acompanha-se quem ali caminhasse
A
mendicidade recatada que não se pode confundir com a pobreza envergonhada.
Gente que exerce livremente o seu ofício com a maior indiscrição, que sem
cerimónia interrompem quem passa.
As
casas de tavolagem mais ou menos lobregas e infectadas em pátios tenebrosos
Bandos enxaguamos de crianças pobres, brincando e crescendo sobre o pavimento sujo das
ruas e das vielas esquecidas. As camponesas caminhavam de pés e pernas nuas sem que
ninguém olha-se as suas embevecidas e robustas “attachés.” Enquanto as senhoras
com os seus vestidos afagados, alguns colossos de gordura apresentando as mais
preciosas jóias com um colo exuberante. As mais velhas à longo tempo dóceis e
submissas a passarem sob o jugo da moda sem se aperceberem da modéstia dos
seus contornos e decotes, ancas a deformarem e o cabelo a cair.
Um
grande número de intrusos invade e devassa as ruas, juntam um ruido vibrante,
mas nem toda a gente suporta o barulho ensurdecedor. O lixo e a poeira não incómoda,
porque mal
se vêem, quando o vento levanta limpa o esterqueiro das ruas.




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